UFCA oferta atividade formativa sobre história dos quilombos no Brasil nesta quinta-feira (29). Ação ocorre a partir das 19h, em parceria com o Grunec

Publicado em 28/10/2026. Atualizado em 28/10/2026 às 14h39

Foto: Espedito Duarte

Nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, a Universidade Federal do Cariri (UFCA) vai ofertar a formação “Quilombos no Brasil: Palmares encontra o Cariri”. A atividade começa às 19h, no YouTube, por meio do canal do Centro de Formação Continuada para Equidade Racial (Crer).

Gratuita e acessível na Língua Brasileira de Sinais (Libras), a atividade formativa desta quinta-feira será aberta para todos os públicos e os participantes irão receber certificação de horas. Não é preciso ter formação acadêmica para participar.

A atividade terá como facilitadores Boaz Mavoungou (assessor executivo da Fundação Cultural dos Palmares), Josiana Pereira Lima (Comunidade Quilombola de Mulatos, em Jardim-CE) e Maria Nilzete Rodrigues da Silva (Comunidade Quilombola Serra dos Colodinos, em Salitre-CE).

A formação, que retoma as atividades públicas do Crer – após o período de defeso eleitoral no Brasil –, ocorre em parceria com o Grupo de Valorização Negra do Cariri (Grunec). 

Resumidamente, o Crer é um projeto-piloto que busca fortalecer a aplicação de práticas pedagógicas focadas na inclusão racial. Essa iniciativa é financiada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (Secadi/MEC).

Foco da atividade

Conforme Ana Paula dos Santos, professora da UFCA e coordenadora do Crer, a atividade desta quinta será um momento para estudar a história dos quilombos no Brasil, para compreender o que representa Zumbi dos Palmares e para refletir sobre como a herança deixada pelos quilombos se manifesta no Cariri.

“O Cariri cearense é território de história negra viva. É terra de comunidades quilombolas: 14 delas certificadas pela Fundação Cultural Palmares. Quando dizemos que Palmares encontra o Cariri, estamos dizendo que essa história não está distante. Ela está aqui, nas nossas serras, nos nossos bairros, nas nossas escolas, nos nossos terreiros, nas nossas famílias”, explicou.

Essa ancestralidade, segundo Ana Paula, está resguardada no Cariri por meio dos fazeres de rezadeiras, de artesãos, de educadores e de jovens que carregam no corpo e na voz a herança africana que moldou o Cariri.

Serviço

Centro de Formação Continuada para Equidade Racial
centroreferencia.ife@ufca.edu.br