Planejamento Estratégico da Audin
Publicado em 15/06/2026. Atualizado em 09/07/2026 às 13h58

O Planejamento Estratégico da UAIG/UFCA:
O Planejamento Estratégico da Unidade de Auditoria Interna Governamental (UAIG), da Universidade Federal do Cariri (UFCA), apresenta a estratégia de longo prazo para o alcance de objetivos e metas da unidade. Ainda, define a identidade, a missão, a visão e os valores da Auditoria Interna (Audin), com o objetivo de fortalecer a missão institucional da UFCA, que consiste em “promover conhecimento crítico e inovador, bem como formar pessoas socialmente comprometidas”, por meio dos serviços prestados pela UAIG e dos resultados esperados mediante a adoção de práticas internacionais.
Além da estratégia que norteará as atividades da UAIG nos próximos anos (2026 2030), a fim de agregar valor público, a institucionalização do presente documento tem o objetivo de atender às diretrizes da metodologia Internal Audit Capability Model (IA-CM), notadamente do processo-chave (key process area – KPA) 2.6: Plano de Negócio de Auditoria Interna do elemento Gestão de desempenho e Accountability, do Nível 2 – Infraestrutura. A utilização da referida metodologia, do Instituto dos Auditores Internos (IIA), ocorreu em decorrência da orientação da Portaria nº 777/2019/CGU.
O documento está estruturado da seguinte forma: 1) introdução, com uma breve contextualização sobre a importância do planejamento estratégico da UAIG/UFCA; 2) apresentação da UAIG/UFCA, descrevendo a missão, a visão, os valores, dentre outras informações relevantes da unidade; 3) diagnóstico da UAIG/UFCA, apresentando a metodologia IA-CM e os resultados da última autoavaliação; 4) planejamento estratégico da UAIG/UFCA para o período de 2026 a 2030, com a indicação de objetivos estratégicos, produtos esperados, cronograma e monitoramento; e, por fim, 5) considerações finais, detalhando dificuldades e expectativas sobre o planejamento.
Por fim, espera-se que as ações, os objetivos e as metas, propostos no documento, contribuam para a UAIG/UFCA alinhar-se às práticas internacionais de auditoria, possibilitando, no horizonte dos próximos cinco anos, agregar valor à primeira e à segunda linhas, a fim de contribuir para que a UFCA alcance um grau maior de confiança pública e reconhecimento efetivo na prestação do serviço de educação inclusiva, de qualidade e universal.
O Planejamento Estratégico da Audin, referente ao período 2026-2030, foi aprovado no Comitê de Governança da UFCA, por meio do Ato Decisório nº 05, de 09 de junho de 2026.
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O Planejamento Estratégico da Unidade de Auditoria Interna Governamental (UAIG), da Universidade Federal do Cariri (UFCA), apresenta a estratégia de longo prazo para o alcance de objetivos e metas da unidade. Ainda, define a identidade, a missão, a visão e os valores da Auditoria Interna (Audin), com o objetivo de fortalecer a missão institucional da UFCA, que consiste em “promover conhecimento crítico e inovador, bem como formar pessoas socialmente comprometidas”, por meio dos serviços prestados pela UAIG e dos resultados esperados mediante a adoção de práticas internacionais.
Última atualização: 2026-06-16 14:08:06
A Estratégia da UAIG/UFCA:
De acordo com o Guia Técnico de Gestão Estratégica (Brasil, 2020), a cadeia de valor é uma ferramenta de diagnóstico e de gestão que permite representar uma organização como um conjunto de subsistemas (atividades), com entradas (insumos), processos de transformação e saídas (produtos). A forma como as atividades da cadeia de valor são organizadas e executadas determina os custos e afeta os resultados da organização.
Para a construção da Cadeia de Valor da Audin, apresentada na Figura 1, utilizou se os macroprocessos definidos pela Cadeia de Valor da UFCA, quais sejam: finalísticos; de governança e de apoio.

Os macroprocessos finalísticos correspondem às atividades primárias da cadeia de valor, relacionadas à área de atuação e às competências legais. Os macroprocessos de governança, cujas funções impactam diretamente a legitimidade das organizações públicas, compreendem o planejamento e orçamento, a gestão estratégica, a modernização organizacional, dentre outras atividades. Por fim, os macroprocessos de apoio correspondem às atividades de suporte na cadeia de valor que são comuns aos órgãos e entidades da Administração Pública Federal (APF) (Brasil, 2020).
A partir dos macroprocessos apresentados na Figura 1, definiu-se os processos associados a eles, elencados na Figura 2. Consoante definição descrita na página de Gestão por Processos da UFCA, processo é uma agregação de atividades e comportamentos executados por humanos ou máquinas para alcançar um ou mais resultados (BPM CBOK, 2013).

De acordo com a metodologia adotada pela Instituição (UFCA, 2025), o Business Model Canvas é uma ferramenta de planejamento e gestão estratégica na forma de diagrama ou mapa visual que permite esboçar, visualizar e desenvolver o modelo organizacional. É segmentado em nove blocos ou dimensões de informações básicas que traduzem toda a atuação da instituição, detalhados a seguir:
1. Público-alvo: esse componente define grupos de pessoas ou organizações que a Audin tem como público-alvo. Como esses grupos são distintos, suas necessidades também o são.
2. Proposta de Valor: é relativo ao “porquê” de existir a Audin. A proposta de valor deve resolver um problema ou satisfazer alguma necessidade da sociedade;
3. Relacionamento com Público-alvo: o relacionamento com os públicos da Audin precisa ser definido de acordo com as motivações da Unidade, como deve se relacionar com os gestores, com a sociedade e com a comunidade acadêmica;
4. Canais: os canais se referem à forma com que a Audin se comunica com seus clientes, como o produto é disponibilizado aos clientes;
5. Fontes de Receita: as fontes de receita representam a origem dos recursos gerados ou captados a partir de cada segmento, e quanto cada um contribui para a geração e entrega de valor ao público beneficiário;
6. Atividades-chave: as atividades-chave são as atividades que não podem deixar de acontecer para a instituição desempenhar bem seu papel na sociedade;
7. Recursos Principais: são os recursos essenciais que a Audin necessita para criar sua proposta de valor. Eles podem ser recursos físicos, intelectuais, humanos ou financeiros;
8. Estrutura de Custo: representa os principais custos necessários para a execução das atividades. Essa estrutura pode envolver custos fixos e variáveis ou agrupamentos dentro de um sistema de custos visando a minimizá-los em suas atividades.
9. Parceiros Principais: são os atores que compõem a rede de cooperação e ajudam o negócio a entregar a oferta de valor.
Nesse sentido, replicou-se o modelo para a atuação da UAIG, conforme demonstrando na Figura 3:

O Modelo de Negócios é outro tipo de instrumento de gestão estratégica que permite apresentar os principais elementos e informações do negócio em que atua a organização. É apresentado na forma de um diagrama, agregando informações e dados quantitativos sobre o público-alvo, os recursos, os processos e sobre os últimos resultados alcançados pela instituição (UFCA, 2025).
Assim, apresenta-se, na Figura 4, o Modelo de Negócios da Audin, referente ao exercício de 2025.

A análise do ambiente fornece um diagnóstico situacional indispensável para formular o plano estratégico, ao considerar os fatores internos e externos que impactam o funcionamento da organização e o alcance de sua missão institucional (Brasil, 2020). Para isso, utilizou-se a Análise SWOT, conforme Figura 5, que representa uma ferramenta de gestão estratégica que busca identificar os fatores internos e externos que podem impactar a organização, considerando seus pontos fortes (strengths), fraquezas (weaknesses), oportunidades (opportunities) e ameaças (threats).

As Forças consistem nas competências organizacionais que desempenham um papel ativo no alcance dos objetivos estratégicos, sendo uma vantagem em comparação a outras organizações semelhantes. A organização precisa entender o potencial que possui para responder apropriadamente às ameaças, bem como aproveitar as oportunidades que surjam. As Fraquezas referem-se às limitações na forma e nas competências para se fazer algo, sendo uma desvantagem em comparação a outra organização semelhante. Portanto, é uma característica negativa e desfavorável que a organização deve resolver em sua estratégia. As Oportunidades são condições externas que permitem que a organização aproveite seus pontos fortes para superar suas fraquezas ou anular ameaças. Por fim, as Ameaças são elementos que dificultam ou impossibilitam o alcance dos objetivos estratégicos. São situações resultantes das mudanças no ambiente externo.
O Referencial Estratégico de uma instituição corresponde ao conjunto dos elementos fundamentais que dão base e direcionamento ao processo de planejamento e gestão estratégica, como a missão institucional, a visão de futuro e os valores organizacionais. A Missão representa a finalidade e a razão de ser de uma organização. A Visão transmite a situação em que a instituição deseja alcançar em determinado período de tempo. Por fim, os valores são ideias fundamentais em torno das quais se constrói a organização. Eles representam as convicções dominantes e as crenças básicas subjacentes ao comportamento das pessoas (UFCA, 2025).
Nesse sentido, apresenta-se a missão, a visão e os valores da Audin, por meio do seu Mapa Estratégico, demonstrado na Figura 6, que consiste em um diagrama previsto pela metodologia BSC (Balanced Scorecard) e visa a comunicar, de forma simples e direta, a estratégia para alcançar a visão de futuro e realizar a missão da organização, possibilitando a identificação de relações entre as dimensões e objetivos estratégicos, bem como as ações necessárias para realizá-los (UFCA, 2025).

Baseando-se na Instrução Normativa SFC/CGU nº 03/2017 e na Deliberação da CCCI nº 01/2019 (Portaria CGU nº 777/2019), a UAIG, a fim de viabilizar o cumprimento da sua missão, da sua visão e dos seus objetivos, e de analisar maneiras de melhorar o seu desenvolvimento, estabeleceu o modelo IA-CM (Modelo de Capacidade de Auditoria Interna), desenvolvido pelo Instituto dos Auditores Internos (IIA), como referência do modelo de qualidade desejado.
Segundo o IIARF (2009), o IA-CM é um veículo de comunicação, pois é uma base para demonstrar qual sua importância à organização e às partes interessadas; uma estrutura de avaliação que mensura a capacidade de uma atividade de auditoria interna em relação aos padrões e às práticas profissionais; e um roteiro para a melhoria ordenada da atividade de auditoria, estabelecendo os passos a serem seguidos para estabelecer e reforçar a auditoria interna. Assim, o IA-CM torna-se eficaz para orientar estratégias operacionais, proporcionando suporte para a criação de uma Unidade de Auditoria Interna Governamental de alta qualidade.
Seguindo o planejamento estratégico da UFCA, os Objetivos Estratégicos apresentados no Mapa Estratégico foram decompostos em elementos básicos chamados de Resultados-Chave (RCs), que é um conceito associado à técnica de gestão para resultados conhecida como OKRs (Objective and Key Results) e refere-se aos principais resultados que contribuem de forma clara, direta e relevante para o cumprimento de um determinado objetivo organizacional dentro de um período pré-definido (UFCA, 2025).
No âmbito da Audin, foram definidos 15 RCs, conforme Figura 7, dos quais 4 estão associados ao OE-01: Fomentar recursos orçamentários e financeiros para o adequado desenvolvimento das atividades da Auditoria Interna; 3 ao OE-02: Alcançar o nível 3 de Maturidade da Auditoria Interna com base no IA-CM; 4 ao OE-03: Implantar um ciclo integrado de serviços de auditoria e monitoramento que avalie, em caráter anual, os objetivos estratégicos da UFCA; e, por fim, 4 ao OE:04: Contribuir com a melhoria dos processos de governança, gerenciamento de riscos e controles internos da UFCA.

Para elaboração dos RCs, foram considerados objetivos e/ou atividades essenciais dos KPAs do Nível 3 do IA-CM.
Utilizando a metodologia similar à aplicada no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2030, apresenta-se a seguir os indicadores e metas planejadas para o período de 2026 a 2030 da Unidade de Auditoria Interna.
Na Figura 8, apresenta-se o indicador vinculado ao Objetivo Estratégico 01, que trata de horas de treinamento dos servidores da UAIG/UFCA, estabelecendo como meta que 100% dos servidores da Audin cumpram, anualmente, no mínimo 40 horas de capacitação. A Instrução Normativa da CGU n° 05/2021 estabelece diretrizes que reforçam a necessidade de desenvolvimento permanente das equipes de auditoria, com o objetivo de aperfeiçoar o desenvolvimento das atividades.

Considerando a institucionalização dos KPAs, a Figura 9 apresenta o indicador associado ao Objetivo Estratégico 02, referente ao nível de maturidade da Audin com base no IA-CM, definindo como meta o alcance do nível 3 até 2030. O nível 3 consiste na uniformização da aplicação das práticas profissionais e do gerenciamento das atividades de auditoria. Os processos que melhor funcionarem são padronizados e integrados às operações diárias. O indicador destaca a promoção de uma atuação mais eficaz e alinhada às necessidades da UFCA.

Em relação ao Objetivo Estratégico 03, foram definidos 2 indicadores, apresentados na Figura 10, descrevendo a cobertura crescente dos objetivos estratégicos auditados, ao longo do Ciclo PDI 2030, e também o monitoramento e a verificação da implementação das recomendações emanadas para os setores da UFCA.

Por fim, a Figura 11 evidencia os indicadores relacionados ao Objetivo Estratégico 04, com ênfase no aprimoramento dos processos de governança, gerenciamento de riscos e melhoria nos controles internos da UFCA. Esses indicadores ressaltam o esforço contínuo da Auditoria Interna por atividades mais eficientes, gerando impactos e garantindo a credibilidade em sua missão institucional.

Ao todo, foram elencados oito indicadores, sendo 1 associado ao OE-01, 1 ao OE-02, 2 ao OE-03 e 4 ao OE-04. Para evitar duplicação de esforços, os indicadores do Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ), bem como os do PDI UFCA 2030, sob responsabilidade da Auditoria Interna, foram consolidados ao Planejamento Estratégico da Audin, referente ao período 2026-2030.
No âmbito da Audin, definiu-se como entregas, as atividades essenciais que devem ser institucionalizadas para o atendimento dos KPAs e, consequentemente, para o alcance do seu objetivo: nível 3 de maturidade com base no IA-CM, conforme Figura 12.

Os KPAs 3.4, 3.7, 3.9 e 3.13 estão vinculados ao Objetivo Estratégico 01; os KPAs 3.5, 3.8 e 3.10 ao Objetivo Estratégico 02; os KPAs 3.1, 3.2, 3.12 e 3.13 ao Objetivo Estratégico 03; e, por fim, os KPAs 3.6, 3.11, 3.14 e 3.15 ao Objetivo Estratégico 04.
Na oportunidade, ressalta-se que, após o alcance do Nível 2, será elaborado o Plano de Ação para acompanhamento das atividades essenciais do Nível 3, detalhando as entregas referentes a cada um dos KPAs.
Em que pese a unidade de Auditoria Interna não possuir orçamento destinado especificamente para a realização das suas atividades, mesmo com restrições orçamentárias, foi possível dar andamento a todas as suas atividades, notadamente os serviços de auditoria, de forma satisfatória, bem como participar das capacitações previstas.
Ademais, em relação aos recursos humanos, a Audin conta com três servidores efetivos, capacitados anualmente e, também, competentes para exercer as atividades de auditoria interna. No que se refere aos recursos tecnológicos, a UAIG vem utilizando, desde 2022, o sistema e-CGU para realizar o monitoramento das recomendações e, a partir de 2024, para realizar todas as etapas dos serviços de auditoria. Ainda, sobre a infraestrutura física, a unidade possui sala ampla e climatizada, com mobiliário e equipamentos necessários para o desenvolvimento das atividades.
O monitoramento é um processo contínuo de observação do que está sendo feito e alcançado e comparação das observações com os planos e metas estratégicas – como os recursos são alocados, como os resultados sãos gerados (infraestrutura, serviços) e em que medida os resultados e os impactos são alcançados. As instituições deverão estabelecer processo sistemático e contínuo de acompanhamento da implementação do plano estratégico (Brasil, 2020).
Nesse sentido, o acompanhamento dos resultados-chave e o monitoramento das metas dos indicadores previstos neste Plano serão realizados semestralmente, por meio de reuniões internas com toda a equipe de Auditoria. Durante as reuniões, serão coletadas informações sobre os indicadores dos objetivos estratégicos (conforme periodicidade de apuração prevista), os resultados dos processos finalísticos (serviços de auditoria), os processos críticos para o alcance dos objetivos, os prazos e os riscos do portfólio de projetos e entregas estratégicas, dentre outras informações relevantes.
Nesses momentos, serão tomadas as medidas corretivas e propositivas necessárias para o direcionamento das atividades e o atingimento dos resultados. Ademais, os registros das reuniões ficarão documentados e serão consolidados, ao final de cada exercício, por meio de relatório de acompanhamento do Plano Estratégico da Audin, que será divulgado às partes interessadas, no portal institucional da UFCA, em aba específica na página da UAIG.
A avaliação e revisão da estratégia dizem respeito à relação entre as intervenções realizadas pelas ações governamentais e as mudanças observadas no ambiente (que influenciam os resultados da organização). A avaliação tem como objetivo mostrar se os insumos, atividades e serviços contribuem efetivamente para os resultados desejados, se eles foram executados de acordo com os planos e por que eles foram ou não eficazes (Brasil, 2020).
Diante do exposto, pretende-se realizar, semestralmente, reuniões de avaliação da estratégia (RAE), cujas decisões serão registradas em relatório próprio, contendo informações relevantes, dentre elas: a validação dos resultados alcançados no período, com indicação de eventuais atrasos; a revisão de objetivos estratégicos e resultados-chave; identificação de eventuais estratégias emergentes; e levantamento de obstáculos que possam impactar no alcance das metas, realizando os devidos ajustes, se necessário.
Por fim, seguindo as orientações do Guia Técnico de Gestão Estratégica (Brasil, 2020), o plano estratégico da Audin será revisado e republicado anualmente.
Outros Instrumentos do Planejamento Estratégico da UAIG/UFCA:
Desde a sua implantação, a Audin atua à frente de áreas estratégicas para melhor desenvolver suas atividades. A equipe técnica está dividida em três núcleos: Gestão Interna e Avaliação dos Controles; Governança e Gestão de Riscos e Assessoramento Interno e Apoio aos Órgãos Externos, cuja estrutura foi atualizada em 2023, conforme disposto no organograma da Audin, apresentado na Figura 13.

Em relação à composição de recursos humanos, a Figura 14 apresenta as informações acerca da atual força de trabalho da UAIG.

O Mapeamento de Competência por vezes é chamado de “Diagnóstico de Competências”, nomenclatura adotada pelo Decreto nº 9.991/2019, no art. 3°, § 3, quando considera diagnóstico de competências a “identificação do conjunto de conhecimentos, habilidades e condutas necessários ao exercício do cargo ou da função”.
Nesse sentido, por meio da Figura 15, apresenta-se o Mapeamento de Competências da AUDIN/UFCA, que auxiliará no planejamento de atividades de capacitação interna dos servidores da unidade. Além disso, possibilitará a preparação de membros aptos a substituir a Chefia da UAIG em períodos de afastamentos ou que desejem exercer a função de Chefia como objetivo profissional futuro.

Segundo o The Institute of The Internal Auditor Foundation Research (IIARF) / 2009, instituto de pesquisa vinculado ao IIA, o Modelo de Capacidade de Auditoria Interna para o Setor Público, Internal Audit Capability Model for The Public Sector (IA-CM), é uma estrutura destinada a identificar as necessidades fundamentais de uma função de auditoria interna. Ele foi desenhado para implementar e institucionalizar uma atividade de auditoria interna efetiva no setor público.
Nesse sentido, o modelo IA-CM se presta a ser uma ferramenta para avaliação e monitoramento da atividade de auditoria interna governamental; de planejamento estratégico; um roteiro para o desenvolvimento de uma auditoria interna efetiva; um conjunto de “melhores práticas” a serem observadas; e um instrumento de promoção, comunicação e sensibilização sobre a auditoria in terna aos tomadores de decisão.
O IA-CM compreende 5 níveis progressivos de capacidade, nos quais são descritas as atividades de auditoria referentes ao nível correspondente: 1 – Inicial; 2 – Infraestrutura; 3 – Integrado; 4 – Gerenciado; 5 – Otimizado. Assim, mediante a implementação de processos sustentáveis e institucionalizados em um determinado nível, constrói-se a fundação para que a atividade avance para o próximo nível, conforme a Figura 16.

Nessa seção, importa reiterar que os resultados aferidos a partir da autoavaliação do IA-CM, realizada em março de 2022, encontram-se publicados na página da UAIG no portal da UFCA, por meio do Relatório Geral da Autoavaliação e do Painel de Acompanhamento do PGMQ.
Até 2025, foi possível verificar forte grau de institucionalização das atividades essenciais do nível 2, sendo 93,94% (62/66) das atividades institucionalizadas; 1,52% (1/66) existentes, mas não institucionalizadas; e apenas 4,54% (3/66) não existentes.
Nesse sentido, esforços serão empreendidos em 2026, a fim de atender integralmente ao Plano de Ação e, consequentemente, às atividades essenciais do nível 2 (Infraestrutura). Na Figura 17, é possível verificar os resultados da autoavaliação, considerando a execução do Plano de Ação desenvolvido no início de 2022 e executado até 2025.

Apresenta-se, na Figura 18, o Cronograma das principais etapas para a realização das atividades e alcance dos objetivos propostos no presente documento.
