UFCA adere à campanha Banco Vermelho e reforça compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher
A ação realizada no campus Juazeiro do Norte integrou o Março das Mulheres e marcou a adesão da universidade à iniciativa de conscientização sobre o feminicídio.
Publicado em 30/03/2026. Atualizado em 30/03/2026 às 10h54
A Universidade Federal do Cariri (UFCA) realizou, na tarde da última sexta-feira, 27 de março de 2026, no campus Juazeiro do Norte, o ato de adesão à campanha Banco Vermelho, iniciativa de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, com ênfase no combate ao feminicídio.
A ação consistiu na instalação de um banco vermelho no pátio central do campus, entre os blocos I e K, próximo à entrada do Refeitório Universitário. Além da pintura, o equipamento recebeu placas permanentes com informações sobre prevenção à violência contra a mulher e canais de denúncia.

Instituída pela Lei nº 14.942/2024, a campanha Banco Vermelho é uma política pública coordenada pelo Instituto Banco Vermelho, com o objetivo de dar visibilidade à luta pelo fim da violência contra a mulher. A iniciativa conta com o apoio da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), da qual a UFCA faz parte.
Na UFCA, a atividade integrou a programação do Março das Mulheres, mobilização promovida por diversos setores da universidade e realizada em todos os campi da instituição ao longo do mês.
Durante a solenidade, a titular da Corregedoria da UFCA, Márcia Macêdo, ressaltou que o feminicídio não pode ser compreendido como um problema isolado, mas como expressão extrema de uma cultura de violência historicamente estruturada pelo machismo e pelo patriarcado. Em sua fala, destacou que a realidade das mulheres é atravessada por desigualdades, violações e conquistas ainda recentes na história brasileira.
Ao defender a importância de ações permanentes de conscientização, Márcia afirmou que a violência contra as mulheres não se limita a episódios extremos, mas se sustenta também em práticas cotidianas, discursos naturalizados e formas recorrentes de deslegitimação e silenciamento. Segundo ela, o Banco Vermelho cumpre justamente o papel de tornar visível uma realidade que muitas vezes é banalizada ou empurrada para o silêncio.
A corregedora também destacou que a instalação do banco está alinhada à Política Institucional de Prevenção e Enfrentamento do Assédio, Violência e Discriminação da UFCA, ao fortalecer o compromisso da universidade com a promoção de uma cultura institucional baseada no respeito, na prevenção e na educação. Para ela, mais do que um gesto simbólico, a iniciativa representa um chamado à responsabilidade coletiva e ao papel transformador da educação.

A pró-reitora de Cultura da UFCA, Aglaíze Damasceno, enfatizou a força simbólica da ação e lembrou que o banco vermelho funciona como um convite permanente à reflexão sobre a violência contra a mulher. Já a vice-reitora, Ledjane Sobrinho, destacou o papel da universidade na formação de valores e na construção de novas referências para as próximas gerações.

O reitor da UFCA, Silvério Freitas, também participou do ato, parabenizou a equipe organizadora do Março das Mulheres e reforçou a posição institucional da universidade em defesa da vida das mulheres.

A ação também dialoga com o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento destas nas Instituições de Ensino Superior e Rede dos Institutos Federais, firmado entre o Ministério das Mulheres, o Ministério da Educação e entidades representativas da educação pública, com foco na prevenção da violência, no acolhimento das vítimas e no fortalecimento de ambientes acadêmicos mais seguros, inclusivos e respeitosos.
A UFCA pretende ampliar a iniciativa para os demais campi da instituição nos próximos meses, levando o Banco Vermelho a diferentes unidades e fortalecendo o debate em toda a comunidade acadêmica.
Corregedoria da UFCA
Fotos: Davi Moreira














