Linhas caririenses: conheça as revistas lançadas pela UFCA em 2018

Publicado em 20/12/2018. Atualizado em 31/10/2022 às 11h24

Foto: Emanoella Callou (DCOM/UFCA)

A Universidade Federal do Cariri (UFCA), ao longo de 2018, lançou diversos periódicos, cujos temas vão de Memória a Movimentos Negro e Indígena. As revistas “Cocada Preta”, “Bárbaras”, “Pequiá”, “Caracteres” “Memórias Kariri” e “Entrelinhas” são fruto de iniciativas da Pró-Reitoria de Cultura (Procult/UFCA), da Pró-Reitoria de Extensão (Proex/UFCA) e do curso de Jornalismo da UFCA, em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc).

Proposta pela estudante de Jornalismo Anna de Morais, a revista “Memórias Kariri” é um projeto vinculado à Proex/UFCA que reúne lembranças históricas do Cariri cearense por meio de fotos, entrevistas e perfis de pessoas importantes para a região. A idealizadora do projeto conta que o interesse surgiu da vontade de desenvolver um produto jornalístico que fugisse da lógica de mercado e trabalhasse as manifestações culturais do Cariri. Entre as histórias que a revista narra, está a do Padre Ágio – criador da Sociedade Lírica do Belmonte (Solibel), no Crato – e a do Mestre Espedito Seleiro – natural de Nova Olinda, referência em todo o Brasil na confecção de artigos de couro com estética peculiar. A terceira edição da Memórias Kariri já está em processo de impressão, com lançamento previsto para 2019.

Produto de parceria entre a Procult/UFCA e o Sesc, a “Pequiá” é uma revista que visibiliza a literatura local. O periódico teve sua primeira edição dedicada a Geraldo Urano, poeta cratense que marcou o movimento cultural da cidade, na década de 1970, por sua irreverência e engajamento político. A segunda edição, majoritariamente produzida e ilustrada por mulheres, foi dedicada a escritoras, homenageando a romancista fortalezense Ana Miranda. A terceira edição da Pequiá já está pronta e deve ser lançada no primeiro semestre de 2019.

Já a “Caracteres” é uma revista do Laboratório de Jornalismo Impresso, do curso de Jornalismo da UFCA, que produz grandes reportagens. Na última edição do periódico, foi abordada a história da Beata Maria de Araújo, personagem principal do chamado Milagre da Hóstia. O misterioso fenômeno teria ocorrido pela primeira vez no ano de 1889, em Juazeiro do Norte. Na época, hóstias ofertadas à Maria de Araújo por Padre Cícero teriam se transformado em sangue – milagre que ganhou repercussão no nordeste do Brasil e fez de Juazeiro do Norte um dos principais destinos religiosos no país.

Outra revista do Laboratório de Jornalismo Impresso, a “Entrelinhas”, tem a proposta de explorar recursos do Design para informar. Após reformulação, o periódico passou a utilizar infográficos, tabelas e mapas, tornando-se um grande experimento para os estudantes de Jornalismo envolvidos. Produzindo as revistas Caracteres e Entrelinhas, os alunos aplicam seus aprendizados em apuração, Ética e redação – temas essenciais da prática jornalística.

“Bárbaras”, outro dos periódicos da UFCA, tem a proposta de ser uma revista feita “por” e “para” mulheres. Idealizadora do projeto, a estudante de Jornalismo Laura Brasil explica que a iniciativa surgiu de uma inquietação despertada após a jovem se deparar, durante um encontro estudantil nacional, com um jornal feminista de outra universidade. A “Bárbaras” se consolidou como uma revista que conta histórias de mulheres inspiradoras, abordando assuntos como maternidade, mercado de trabalho e poder. O nome “Bárbaras” é uma homenagem à revolucionária e ativista política, Bárbara de Alencar, considerada a primeira presa política do Brasil. Na sua primeira edição, a capa é ilustrada pela Valéria Carvalho, mulher negra e militante no Grupo de Valorização Negra do Cariri (Grunec). A segunda edição da “Bárbaras” está em processo de impressão, com expectativa de lançamento para 2019.

Por último, o Cocada Preta, proposto pela estudante de Jornalismo Pâmela Queiroz, é um projeto vinculado à Procult/UFCA que surgiu para dar visibilidade às narrativas negras e indígenas da região. Ela conta que a revista pretende evidenciar estruturas racistas e fortalecer o reconhecimento das imagens sociais das pessoas negras e indígenas, construídas sob o ponto de vista delas. Em sua primeira edição, integralmente produzida por pessoas negras, foram publicados ensaios, narrados em primeira pessoa, sobre pessoas negras no Cariri, comumente invisibilizadas pelo mito de negação de suas existências. Além da revista, o projeto também realizou oficinas e rodas de conversa sobre tranças e máscaras afro ao longo do ano. Para 2019, está sendo elaborada a segunda edição da revista.


Serviço

Curso de Jornalismo
Coordenador: Diógenes D´arce Cardoso de Luna
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Sala 204, Bloco I – campus Juazeiro do Norte
(88) 3221-9245
procult@ufca.edu.br

Pró-Reitoria de Extensão (Proex/UFCA)
Sala 202, Bloco I – campus Juazeiro do Norte
(88) 3221-9285
proex@ufca.edu.br