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No próximo dia 26 de março, a Universidade Federal do Cariri (UFCA) recebe a engenheira civil Sigrit Sidrim, para uma palestra sobre construções naturais e vida sustentável, a partir das 15h, no Auditório Beata Maria de Araújo, campus Juazeiro do Norte. Sigrit é natural da Estônia, mestra em Engenharia Civil, membra do Green Building Council da Estônia, da Associação de Construção Estonian Earth, da Associação de Engenheiros Civis da Estônia e trabalhou como gerente de projetos na Estônia, Suécia e Noruega. A engenheira é também fundadora do Sun Collective OÜ, Masterplanta creative kitchen (@masterplanta) e consultora freelancer em construções sustentáveis. A palestra é uma realização do Laboratório de Materiais de Construção Civil do Centro de Ciência e Tecnologia (CCT/UFCA) e será ministrada em inglês, com tradução para o português. Abordando o tema da sustentabilidade numa visão geral de diferentes métodos de construção, Sigrit irá apresentar tendências em construções naturais ao redor do mundo e construção e vida sustentável. Para a professora e coordenadora do laboratório, Fabiana Marques Almeida, o tema é atual e de extrema importância. "A escassez dos recursos naturais e a geração elevada de resíduos sólidos está mudando cada vez mais a necessidade de métodos construtivos mais sustentáveis. O futuro é o consumo consciente, e começa agora", afirma. A atividade é aberta ao público. Clique aqui para realizar a inscrição.    
A Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Cariri e o Núcleo de Assistência as Ações Estudantis, de Pesquisa, de Ensino, de Cultura e de Extensão - Napece/Famed, torna público os editais do Programa de Integração Ensino e Extensão - PEEX 01/2019 e Programa de Iniciação à Docência - PID 01/2019, que estabelecem as normas dos respectivos processos seletivos para bolsas de monitoria para estudantes da Faculdade de Medicina, para o ano letivo de 2019. Para concorrer, é necessário ser estudante regularmente matriculado no Curso de Medicina da UFCA e ter cursado com aprovação por nota igual ou superior a 7,0 (sete) o módulo que contemple a área específica do Projeto que oferta a bolsa.  Acesse aqui o edital PID 01/2019. Acesse aqui o edital PEEX 01/2019. Mais informações sobre o processo seletivo podem ser obtidas pelo e-mail: \n O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou pelo telefone (88) 3221-9613.
A Pró-Reitoria de Cultura da Universidade Federal do Cariri (Procult/UFCA) e o Centro Cultural Banco do Nordeste no Cariri (CCBNB) tornam pública a abertura das inscrições de grupos musicais e artistas individuais da UFCA para composição da programação anual do Programa de Circulação Artística da UFCA - Circulô 2019 . As inscrições ocorrem de 11 a 18 de março e para participar, os interessados deverão preencher o formulário eletrônico e inserir dois vídeos através de links disponíveis no YouTube ou Vimeo. O proponente deverá ter vínculo com a UFCA e informar número de matrícula ou siape no formulário de inscrição. Esta chamada pública destina-se a grupos musicais e artistas individuais vinculados à Universidade Federal do Cariri, com pelo menos 50% do grupo formado por estudantes, professores ou técnicos-administrativos da UFCA. Cada trabalho selecionado receberá uma ajuda de custo no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) por apresentação. As apresentações acontecerão entre maio e dezembro de 2019, em locais indicados pela Procult/UFCA, e terão duração de 30 a 60 minutos. Acesse o edital completo e o primeiro aditivo ao edital. Para mais informações entre em contato com o  Núcleo de Produção Cultural, pelo do telefone (88) 3221-9245 ou pelo e-mail \n O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .  
Começa na próxima quarta-feira (13) o período de inscrições para o primeiro lote dos programas Auxílio Emergencial e Auxílio Óculos, oferecidos pela Universidade Federal do Cariri (UFCA) a seus estudantes de graduação. O Auxílio Emergencial concede, por até 4 meses, R$ 400,00 mensais para os estudantes com renda per capita familiar de até 1,5 salário-mínimo que não recebem apoio financeiro da UFCA. Já o Auxílio Óculos concede R$ 450,00 a estudantes também em vulnerabilidade socioeconômica para aquisição de óculos com lentes corretivas, para que o beneficiário não tenha queda no desempenho acadêmico pela simples ausência de óculos. Os interessados devem se inscrever nos programas pela plataforma Forms até o próximo dia 22 de março. Essa data também limita o prazo para entrega dos documentos necessários à inscrição. Os candidatos de Juazeiro do Norte podem entregar esses documentos na sala da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae/UFCA). Já os inscritos dos demais campi devem procurar a Secretaria de Documentação e Protocolo (Sedop/UFCA) para entregá-los. O resultado preliminar da seleção deve ser divulgado em 10 de abril. Especificamente os beneficiários do Auxílio Óculos deverão comprovar a aquisição do acessório, pela plataforma Forms, em até 30 dias úteis contados a partir do recebimento do benefício.   Serviço   Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis  Coordenadoria de Atenção e Integração Estudantil (Caie-Prae/UFCA) Sala 201, Bloco I – campus Juazeiro do Norte (88) 3221.9364 \n O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  
Nesta segunda-feira (11), a Diretoria de Tecnologia da Informação da Universidade Federal do Cariri (DTI/UFCA) inicia uma campanha de divulgação da conexão à internet via education roaming (eduroam) - um serviço de acesso sem fio à rede mundial de computadores desenvolvido para a comunidade internacional de educação e pesquisa. Presente em mais de 100 territórios, de cinco continentes, a rede eduroam oferece acesso à internet em diferentes instituições do Brasil e do mundo com o mesmo login e a mesma senha utilizados na instituição de origem. Desde 15 de março de 2017, a UFCA oferece conexão à internet nos seus campi via eduroam. Assista a tutoriais de conexão à eduroam na UFCA para sistemas Android, IOS e Windows 10. A seguir, confira um vídeo de apresentação do serviço:     Com a campanha, a DTI objetiva que os usuários da atual rede UFCA migrem para a rede eduroam antes da desativação da primeira, prevista para o fim deste mês. Segundo o Coordenador de Infraestrutura de Tecnologia da Informação da DTI/UFCA, Taciano Pinheiro, a conexão via eduroam é segura e simples: "[Para se conectar], basta que servidores e colaboradores terceirizados usem as suas respectivas credenciais do Sipac [Sistema Integrado de de Patrimônio, Administração e Contratos] ou, no caso dos estudantes, do Sigaa [Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas]. Quem não tem acesso a nenhum desses dois sistemas vinha utilizando a rede UFCA_Visitantes, na qual não haverá mudanças", disse.   Eduroam A iniciativa teve início em 2002, na Europa, chegando ao Brasil no segundo semestre de 2012. Para ser uma instituição provedora do serviço, o único requisito é estar homologada na Comunidade Acadêmica Federada (CAFe): uma federação de identidade que reúne instituições de ensino e pesquisa brasileiras gerenciada pela Rede Nacional de Pesquisas (RNP). "A adesão [da UFCA] à rede eduroam junto à RNP não gerou custos financeiros diretos. Investimos em equipamentos de rede sem fio, switches, cabeamento de rede, racks - que são gastos  necessários em qualquer rede sem fio, independente se utiliza ou não a eduroam", explica Taciano.   Serviço Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI/UFCA) Sala 404, Bloco I - campus Juazeiro do Norte (88) 3221.9400 \n O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
*Atualizada em 10/03/2019, às 14h08.   25 estudantes do Instituto de Formação de Educadores da Universidade Federal do Cariri (IFE/UFCA) colaram grau na noite desta sexta-feira (8), no Cineteatro Professor Júlio Macêdo Costa, em Brejo Santo. O IFE é responsável pelo curso de Licenciatura Interdisciplinar em Ciências Naturais e Matemática (LICN), que oferece aos estudantes dois ciclos: o primeiro, uma formação geral em Física, Química, Biologia e Matemática, com duração de três anos; e o segundo, uma formação específica em uma dessas quatro áreas, com duração de um ano e meio. Do total de formandos, 22 concluíram o primeiro ciclo e os demais terminaram a formação específica em Biologia.    Compuseram a mesa da cerimônia de colação de grau o Reitor da UFCA, Ricardo Ness, o Vice-Reitor e também Pró-Reitor de Planejamento, Juscelino Pereira; o Pró-Reitor de Graduação, Plácido Andrade; a Pró-Reitora de Extensão, Fabiana Lazzarin; a Pró-Reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Laura Hévila; a Pró-Reitora de Assuntos Estudantis, Ledjane Sobrinho; o Pró-Reitor de Cultura, Robson de Almeida; o Diretor do IFE, Rodrigo Lacerda; o Coordenador da LICN, Edson Otoniel Silva; o Coordenador do curso de Biologia, Samuel Cardozo e - representando a Prefeitura de Brejo Santo - a Secretária de Educação da cidade, Ana Jacqueline Mendes. Também estiveram presentes na cerimônia o Prefeito de Mauriti, Mano Morais, autoridades locais de Educação e professores do IFE.   Discursos Como a colação de grau dos cursos no campus Brejo Santo ocorreu no Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, os estudantes acordaram que todos os oradores, discentes e docentes, seriam mulheres, lembrando a importância de dar vez às vozes femininas, por vezes silenciadas.    Assim, a primeira a discursar foi a oradora discente da turma de formandos da LICN, Maria Suzana Oliveira. Suzana destacou que os seus colegas de IFE são "mulheres e homens fortes", cada um com realidades diferentes, mas com um mesmo objetivo, "vencer". A jovem também lembrou o Dia da Mulher: "Hoje é um dia de relembrar atos heróicos das mulheres que vieram antes de nós, de destacar nosso papel na sociedade e de lembrar que silêncio mata", disse, citando em seguida a estatística levantada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc), segundo a qual, a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas no Brasil.    Na sequência, a oradora docente da LICN, Iracema Pinho, ressaltou que "ser mulher significa lutar e o exercício docente não é diferente", desejando sucesso aos agora recém-formados professores.   A terceira fala programada foi a da oradora dos formandos em Biologia Natália da Silva Jorge, que de última hora conseguiu estar apta a colar grau. Inicialmente indicado como juramentista, seu colega de turma, Rívio Fabrício Furtado, fora escalado para substituí-la, mas - ao saber que Natália poderia colar grau - o rapaz cedeu o seu discurso, que foi proferido pela colega. O texto citava o escritor e jornalista brasileiro Fernando Sabino, segundo quem "de tudo, ficarão três coisas: a certeza de que estamos começando, a certeza de que é preciso continuar e a certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar. Façamos da interrupção um caminho novo; da queda, um passo de dança; do medo, uma escada; do sonho, uma ponte; da procura, um encontro".    A oradora docente dos novos licenciados em Biologia foi a professora Vanessa Erica Coutinho, que aproveitou a oportunidade para aconselhar os formandos: "nunca desistam, nunca parem de estudar. Lembrem-se de fazer a diferença, sendo profissionais com ética e dedicação". Durante a cerimônia de colação de grau, foram homenageados pelos formandos o Diretor do IFE, Rodrigo Lacerda, e o colaborador terceirizado Danúbio Edgar Pereira.   Reforma e Ampliação do campus Brejo Santo As aulas do IFE/UFCA vinham ocorrendo no Liceu Professor José Teles de Carvalho, no bairro São Francisco, enquanto o campus Brejo Santo passava por obras de reforma e ampliação. Na sua criação, em 2014, o campus foi instalado na antiga sede da tradicional Escola Balbina Viana Arrais, que foi cedida pelo Estado do Ceará para a UFCA até 2036. Foi preciso, no entanto, adequar o espaço às necessidades de uma universidade. As intervenções na estrutura do prédio iniciaram em novembro de 2017.   Após a outorga do grau aos estudantes que participaram da cerimônia de colação desta sexta-feira, o Reitor Ricardo Ness lembrou o discurso que proferiu na primeira colação de grau do IFE, há dois anos: "Naquela ocasião, eu pedi desculpas pelo fato de a UFCA não proporcionar as melhores condições de infraestrutura para os nossos estudantes, mas falei que havia a expectativa de assinatura da ordem de serviço para obras de reforma e ampliação do campus Brejo Santo. Hoje, posso dizer que as obras foram concluídas e que o novo campus será entregue neste semestre. Somando a obra, o mobiliário e os equipamentos, foram investidos cerca de R$ 5 milhões", disse. Com a inauguração da reforma, prevista para o próximo dia 22 de março, as aulas do IFE voltarão a ocorrer no prédio do campus.   Colações de Grau 2019.1 As próximas cerimônias de colação de grau da UFCA ocorrerão nos dias 14 e 15 de março, em Juazeiro do Norte, e no dia 22 de março, em Icó. No próximo dia 14, colarão grau os estudantes dos cursos de Jornalismo, Design, Filosofia, Música, Administração, Administração Pública e Biblioteconomia. No dia seguinte, será a vez dos concluintes dos cursos de Agronomia, de Engenharia de Materiais e de Engenharia Civil. Em Icó, colarão grau estudantes de História.   Serviço Instituto de Formação de Educadores - UFCA Rua Olegário Emídio de Araújo, s/n - Aldeota, Brejo Santo (88) 3221.9590 \n O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  
Os discentes recém-ingressos na Universidade Federal do Cariri (UFCA) poderão adquirir seus cartões do Refeitório Universitário (RU) neste mês de março. De acordo com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae/UFCA), a entrega de novos cartões vai ocorrer nos três campi onde a universidade mantém RUs: Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha.   O valor da refeição é de R$ 3,00 para alunos de graduação. Especificamente para estudantes em comprovada situação de vulnerabilidade socioeconômica e também para os que concluíram o ensino médio integralmente em escola pública, a refeição no RU custa menos: R$ 2,00. Para ter direito à tarifa reduzida, é preciso levar cópia do histórico escolar do ensino médio ou documentação que comprove baixa renda. A lista com os documentos necessários pode ser acessada no Portal da UFCA, nas guias "A UFCA", "Organização Administrativa", "Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis", "Editais, Formulários e Resultados" e "Refeitório Universitário".   A entrega dos cartões será entre os dias 11 e 15 de março, nos seguintes locais e horários: Barbalha Guichê de venda de recargas do RU Das 8h às 11h   Crato Secretaria do curso de Agronomia Das 8 às 11h   Juazeiro do Norte Sala de estudos da Biblioteca  Das 9h às 13h30 e das 15h às 19h   Uma vez adquiridos, os cartões do RU são válidos até o término do vínculo estudantil do usuário discente com a UFCA. Dessa forma, estudantes veteranos continuarão acessando normalmente os RUs da UFCA com seus cartões adquiridos em entregas anteriores, sem a necessidade de uma nova retirada.   Serviço Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae/UFCA) Sala 201, Bloco I – campus Juazeiro do Norte (88) 3221-9366 \n O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  
    Na última quarta-feira (27), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) publicou uma entrevista com o presidente da entidade, o Reitor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Reinaldo Centoducatte. Na entrevista, Reinaldo fala sobre o relacionamento da entidade com o Congresso Nacional, sobre defesa da democracia e também sobre a suposta ideologia das universidades públicas. Confira, na íntegra, abaixo:   Às vésperas de completar 30 anos, a Andifes tem cumprido o papel que motivou sua fundação? RC – Creio que efetivamente sim. A entidade, fundada em 1989, tem realizado um papel importante na criação de um ambiente de interação entre as universidades federais, o que se torna muito saudável e produtivo. A Andifes também consolidou uma postura de interlocução com a comunidade universitária e seus segmentos, com a sociedade, e com o poder público em suas diferentes instâncias, notadamente o governo federal. Devemos uma homenagem aos reitores que tiveram a visão estratégica de criação da Andifes.   Ao longo de três décadas, a Andifes foi protagonista ou auxiliou muitas políticas públicas visando a ampliação e a qualidade do Ensino Superior público e gratuito no Brasil. O que o senhor pode destacar de conquistas desse período? RC – A trajetória de 30 anos da Andifes demonstra o acerto de sua fundação, bem como as suas atribuições, que objetivam, fundamentalmente, o desenvolvimento do ensino superior público de qualidade. Foram muitos os momentos em que a entidade contribuiu para o fortalecimento da educação superior pública no Brasil. Eu destacaria, por exemplo, as ações que desencadearam, no começo dos anos 2000, a expansão e a modernização do ensino superior público no país, inclusive com a criação de novas universidades federais e a interiorização da educação superior pública brasileira. Produzimos estudos técnicos, elaboramos diagnósticos sobre as diferentes realidades regionais, trabalhamos na definição de investimentos e apontamos para a necessidade de novas políticas públicas que oferecessem sustentação ao projeto que veio transformar o cenário da educação superior no País. Posso mencionar, em outro exemplo, as ações objetivando a inclusão social nas universidades públicas. Para isto, estabelecemos amplos debates, envolvendo a comunidade universitária no âmbito do sistema federal de ensino superior, e construímos diálogos com a sociedade brasileira a fim de concretizarmos a democratização do acesso à universidade pública, o que também foi um movimento muito transformador.   Como a Andifes se relaciona com o Congresso Nacional? RC – A Andifes mantém diálogo frequente com os parlamentares que compõem a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, se somando à atuação de cada universidade com as bancadas estaduais. Participamos de reuniões das comissões, não raro somos convidados a compor mesas de debates e audiências públicas sobre temáticas da educação, do ensino público, da ciência e tecnologia, entre outros. Ao longo desses 30 anos, a Andifes participou da elaboração de importantes políticas públicas, a exemplo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb), dos Planos Nacionais de Educação (PNE), em 2001 e 2014, e das Leis Orçamentárias Anuais, que participamos da elaboração desde 1995.   A Andifes nasceu no mesmo período em que foi instituída nossa Constituição Federal. Assim como a Carta Magna, é uma defensora da democracia. O senhor acha que os princípios democráticos expressos no texto têm sido cumpridos? RC – É uma feliz coincidência esse simbolismo que aproxima a fundação da Andifes em 1989 à Constituição Federal de 1988, porque são momentos que nos remete ao resgate da democracia no Brasil. Logo, a Andifes nasce naquela atmosfera democrática. Entendo que a jovem democracia brasileira precisa ser aperfeiçoada a partir das transformações que ocorrem na sociedade e das novas demandas políticas e sociais que se apresentam. Creio que os princípios democráticos devem sempre ser respeitados para que possamos alcançar a condição de sociedade desenvolvida sob todos os aspectos.   Como a Andifes está lidando com o novo contexto político? RC – Buscamos atuar com o protagonismo que a sociedade espera do conjunto das universidades federais brasileiras. Ainda durante o processo eleitoral recente, a entidade intensificou os debates no âmbito das instituições federais de ensino superior, e na própria Andifes, apontando para as questões relacionadas à educação, especialmente, e também para os principais aspectos políticos do país. Passadas as eleições, continuaremos a atuar de forma propositiva e dialógica.   Existe risco contra a democracia? RC – As complexidades presentes nas sociedades modernas, mesmo as mais desenvolvidas e maduras, revelam que os processos democráticos possuem diferentes momentos históricos. Cabe à sociedade e suas instituições defender a democracia, permanentemente. As universidades federais são comprometidas com a Constituição Federal e com os direitos humanos.   Existe alguma interferência ou limitação na liberdade de cátedra? RC – A liberdade de cátedra é uma conquista civilizatória. O conhecimento, o saber, e que se desenvolve e se produz por meio da educação, especialmente na universidade, se dá pela pluralidade de ideias, de concepções, que se materializam no processo de ensino e aprendizagem. É uma conquista da sociedade. O próprio Supremo Tribunal Federal já se manifestou sobre o tema, quando deliberou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.580, em novembro do ano passado. A Andifes, inclusive, participou da discussão na condição de amicus curiae.   A mídia tem noticiado possíveis mudanças ideológicas para as universidades federais. O que ocorre de fato? RC – A universidade federal não tem uma ideologia e não há, portanto, o que ser mudado. O que há na universidade é uma enorme pluralidade de ideias, que é a sua maior riqueza. A autonomia universitária é um pressuposto constitucional, e a sua defesa incondicional é questão de princípio para a Andifes.   Como está sendo o relacionamento da Andifes com o novo Governo, nesse início de mandato? RC – Assim como em governos anteriores, a Andifes tem dialogado com o atual. Já nos reunimos com o ministro da Educação, com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e com as direções de organismos como Capes e Finep, e pretendemos continuar nesta direção, sempre na defesa da educação pública. As universidades têm compromisso com o ensino público, gratuito e com a qualidade, têm programas estruturantes em andamento, e a Andifes tem propostas para a educação. Essa tem sido nossa agenda nessa interlocução.   A mídia tem especulado em torno das nomeações dos reitores. Como são feitos os processos de escolha do reitor? RC – A escolha dos dirigentes das universidades federais por parte da comunidade universitária segue à legislação, é democrática, legítima, porque expressa a vontade de professores, servidores, técnicos e estudantes. O rito processual posterior à escolha ocorre por meio de lista tríplice, e a expectativa da comunidade acadêmica e da sociedade é que a decisão seja respeitada. A Andifes tem se posicionado firmemente pelo respeito à escolha democrática nas instituições de ensino.   Qual a expectativa sobre a nomeação dos nomes das listas tríplices? RC – Houve respeito em relação à nomeação do reitor José Daniel Diniz Melo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), escolhido pela comunidade universitária da sua instituição de ensino. Nossa expectativa é que este seja o posicionamento do governo em todos os processos. Ainda estão pendentes as nomeações dos reitores das universidades federais do Triângulo Mineiro (UFTM), da Integração Latino-Americana (Unila), do Cariri (UFCa) e de Viçosa (UFV).   Há alguns dias, o MEC anunciou uma parceria com o Ministério da Justiça para investigar possíveis irregularidades em programas ligados ao Ensino Superior. Como a Andifes recebeu essa notícia? RC – Recebemos sem preocupação. Mais do que qualquer outro órgão público, as universidades são cotidianamente avaliadas e auditadas por suas atividades-meio pelos diversos órgãos de controle do Estado (MPU, CGU, AGU, PGF e TCU) e por suas atividades-fim por entidades como Capes, INEP e CNPq, atestando sempre a excelência dos nossos trabalhos. Nós acreditamos que esses órgãos sempre foram criteriosos no cumprimento da sua missão constitucional. O sistema ainda está continuamente sob olhar de entidades que representam os docentes, técnicos administrativos e estudantes, além de tomar suas decisões sempre em colegiados, a exemplo dos Conselhos Universitários, e manter absoluta disponibilidade de informações para a mídia.   E quanto à questão orçamentária? A Andifes tem divulgado há algum tempo que o orçamento de custeio e investimento das universidades caiu muito desde 2014. Como está a previsão para 2019? RC – A questão orçamentária, as despesas de custeio e os investimentos, é complexa porque existem as especificidades de cada instituição, e porque se trata de recursos para diferentes finalidades. E, de fato, os recursos para o ensino superior público precisam ser elevados, porque se trata de uma área crucial para o país e é uma obrigação do Estado, de acordo com a Constituição, e as universidades públicas são um patrimônio da sociedade brasileira. Na realidade, entre 2012 e 13 os indicadores já sinalizavam que o país enfrentaria uma crise econômica que comprometeria as políticas públicas e os investimentos sociais. E, realmente, a crise veio com todos os seus efeitos nocivos. A LOA define o orçamento geral das universidades federais para 2019, incluindo despesas com pessoal, de aproximadamente R$ 35 bilhões. Em 2018, foi da ordem de R$ 33 bilhões, o que mantém os padrões orçamentários das universidades nos mesmos patamares. Ou seja, ainda não temos perspectivas otimistas para este ano. Mesmo neste cenário, a excelência da gestão das universidades tem respondido positivamente, permitindo que a produção acadêmica seja elevada e que a qualidade do ensino não seja rebaixada.   A Emenda Constitucional 95 é um complicador? RC – Sim. A Emenda Constitucional 95, com o chamado teto de gastos, criada no governo Temer, complicou ainda mais o cenário, porque impacta fortemente a qualidade dos serviços públicos, congelando por 20 anos as despesas primárias do orçamento público, e que impede ou reduz o crescimento real das despesas de custeio e investimentos. Ao limitar os gastos sociais, o ensino superior público é diretamente atingido e perde as condições de crescer e mesmo de manter suas atividades básicas e sua infraestrutura.   Como as universidades estão vivenciando esse momento? RC – Como disse anteriormente, a resposta para essas dificuldades é a qualidade da gestão de cada instituição de ensino, é o planejamento das ações e projeções de cenários, é o equilíbrio financeiro a partir de ajustes de custos, sobretudo dos processos operacionais. Entretanto, as universidades não podem ficar estagnadas pela carência de recursos e passar a sobreviver sempre na emergência. As universidades precisam e, em cumprimento ao Plano Nacional de Educação (PNE), querem crescer, atualizar seus equipamentos, produzir novas dinâmicas acadêmicas, modernizar seus processos tecnológicos, cuidar das pessoas e de suas instalações físicas, para que a atividade-fim – ensino, pesquisa e extensão – atenda plenamente ao que deseja a sociedade.   As doações, a exemplo dos fundos patrimoniais, poderiam ser uma alternativa plausível? Como isso se daria na prática? RC – As contribuições particulares, para além das obrigações do Estado, direcionadas ao desenvolvimento da educação, da ciência, da tecnologia e da inovação é um bom mecanismo em uma sociedade que quer ter qualidade de vida para todos, e é importante para o País que busca crescer socialmente, economicamente, culturalmente, ambientalmente. Existe uma legislação recente que abre a possibilidade e regulamenta as doações para as universidades públicas, ou para projetos específicos das instituições de ensino. O que não pode ocorrer é que as doações venham a substituir a obrigatoriedade do Estado de assegurar o direito de todos à educação. A doação monetária, de equipamentos ou materiais deve ser um instrumento adicional, como ocorre no mundo inteiro, a exemplo dos fundos patrimoniais ligados a Harvard, Yale, Princeton e Stanford. Ainda não existe a cultura entre as elites econômicas no Brasil da doação ou patrocínios às universidades.   Desde o final de 2018, a Andifes está promovendo campanhas nacionais em defesa da universidade federal pública, gratuita e de qualidade. O que tem motivado essas ações? RC – Sempre fizemos campanhas de apresentação da universidade pública, gratuita e de qualidade. O que diferencia essa campanha das anteriores é que as universidades estão atuando conjuntamente, com temáticas comuns a todo o sistema, desenvolvendo as peças em nossas próprias mídias, mostrando a elevada produção acadêmica das universidades federais, o nosso compromisso com a educação de qualidade, e nossa significativa produção de ciência e tecnologia, reafirmando que as universidades federais constituem um patrimônio do povo brasileiro.   Existe uma imensa diversidade e complexidade entre as universidades federais de todo o Brasil. Quais são os ideais que as unem e quais são as principais características do sistema? RC – As especificidades regionais são naturais em um País com as dimensões do Brasil, e elas devem ser preservadas, inclusive aquelas dentro de cada região, já que cada universidade tem uma história e uma vocação independentemente de estar no mesmo estado, por exemplo. Temos universidades centenárias e outras com poucos anos de trajetória. E cada qual possui a sua história, sua organização, os seus quadros de docentes e técnicos, e estão inseridas no contexto de suas respectivas regiões. O que une são as questões gerais como a missão das instituições de oferecer formação acadêmica e promover a cidadania, e o tripé que sustenta as universidades públicas: o ensino, a pesquisa e a extensão. A partir dessa compreensão, e com a interação necessária, construímos a unidade de ação para que possamos crescer e oferecer serviços de qualidade à população.   Como o senhor avalia que seria o Brasil sem as universidades federais? RC – Impensável. Não há, no Brasil, um sistema de formação de recursos humanos, produção de conhecimento, desenvolvimento tecnológico, prestação de serviços à sociedade e promoção da cidadania comparável ao Sistema Público de Universidades Federais. E esse é também um diferencial bastante positivo do Brasil em relação a outros países. E como seriam as universidades federais e o ensino superior se a Andifes não existisse? RC – A Andifes tem a tarefa fundamental de agregar as instituições, respeitando as peculiaridades e as questões exclusivas, para desenvolver estratégias comuns que contemplem o conjunto das instituições. A Andifes organiza o sistema de universidades federais, portanto, dá dimensão nacional e, ao mesmo tempo, capilariza no território brasileiro as políticas públicas de ensino, pesquisa e extensão. Reconhece e confere protagonismo a todas as universidades federais, das mais recentes às mais tradicionais. Esse mesmo sistema interage com a educação básica e auxilia, de maneira fundamental, a saúde pública, além de ser responsável pela maior parte da ciência, tecnologia e inovação realizada no Brasil. Logo, a Andifes cumpre um papel estratégico no desenvolvimento do País. Sem a Andifes não teríamos um sistema simultaneamente coordenado, respeitando e fortalecendo a autonomia de cada universidade.   O que a Andifes projeta para o futuro? RC – São muitos os desafios do ponto de vista econômico e político. Mas estamos sempre motivados para enfrentar as dificuldades. Nós, reitores, temos mandatos, somos passageiros. Temos a clareza de que as universidades federais são instituições permanentes e, portanto, prosseguimos fomentando o diálogo e apresentando proposições que atendam a educação superior pública, sempre em sintonia com os anseios da sociedade brasileira.   Serviço Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes) Setor Comercial Sul Q. 1 - Brasília-DF (61) 3321-6341 www.andifes.org.br
Foi divulgado nesta quinta-feira (28) o resultado final do último processo seletivo para o curso de Especialização em Tradução e Interpretação da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ofertando inicialmente 30 vagas, o curso selecionou apenas oito estudantes em um primeiro edital. Com isso, foi lançado outro processo seletivo, cujo resultado é o divulgado agora. Ao todo, sete candidatos foram selecionados neste segundo edital.   Especialização em Tradução e Interpretação de Libras A formação objetiva qualificar profissionais com conhecimento em Libras para atuação como tradutores e intérpretes dessa língua. Ao todo, o curso tem duração prevista de 18 meses, com aulas práticas e teóricas, previstas para ocorrerem às sextas-feiras (das 18 às 22h) e, quinzenalmente, aos sábados (das 8h às 12h e das 13h às 17h). As aulas estão previstas para começar no próximo dia 15 de março, no campus Juazeiro do Norte da UFCA.   Serviço Curso de Especialização em Tradução e Interpretação de Libras Sala 51, Bloco C, Piso Inferior - campus Juazeiro do Norte (88) 3521-9531 \n O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
22 estudantes que aguardavam vaga no Programa de Auxílio Moradia oferecido pela UFCA foram convocados pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae/UFCA) para receberem o benefício. A lista com os últimos nomes convocados foi divulgada nesta quinta-feira (28).   Pelo Auxílio Moradia, estudantes de graduação em comprovada situação de vulnerabilidade socioeconômica recebem auxílio financeiro para complementar despesas com moradia e alimentação durante todo o período do curso ou enquanto persistirem as condições que ensejaram a concessão.   Para receberem o auxílio, os estudantes convocados devem: - Entregar o Termo de Compromisso (anexo XII do Edital Unificado 2018), - Entregar cópia do cartão do banco ou extrato de conta corrente (nas duas hipóteses, é preciso que os documentos estejam em nome do beneficiário), - Apresentar originais atualizados da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) do beneficiário e de todas as pessoas maiores de 18 anos que viverem no mesmo domicílio que ele, - Apresentar original de Documento de Identificação (no caso dos candidatos que não apresentaram CTPS durante o processo seletivo).   A entrega do Termo de Compromisso e a conferência dos originais ocorrerá entre os próximos dias 11 e 25 de março, nos seguintes locais e horários:   Juazeiro do Norte Sala 201, Bloco I – Prae/UFCA De segunda a sexta-feira, das  8h às 11h e das 13h30 às 20h30   Brejo Santo Secretaria de Documentação e Protocolo (Sedop/UFCA) De segunda a sexta-feira, das 17h às 22h   Serviço Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis  Coordenadoria de Atenção e Integração Estudantil (Caie-Prae/UFCA) Sala 201, bloco I, campus Juazeiro do Norte (88) 3221.9364 \n O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
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