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Grupo de pesquisa da UFCA participa de publicação nacional sobre campanhas eleitorais no Brasil

Quinta, 18 Maio 2017 15:17

Traçar um panorama e catalogar as estratégias utilizadas por candidatos em todo o Brasil, com base no conteúdo midiático das campanhas eleitorais de 2016, contribuindo para uma análise reflexiva dos eleitores sobre os discursos eleitorais. Esse foi o objetivo da pesquisa “Eleições 2016: Análise de HGPE em capitais brasileiras”, lançada em livro pelo Grupo de Pesquisa em Comunicação Eleitoral da Universidade Federal do Paraná, que conta com o artigo “Eleições 2016 à Prefeitura de Fortaleza: a Campanha Eleitoral nas Redes Sociais”, produzido no curso de Jornalismo da Universidade Federal do Cariri (UFCA).

O estudo sobre a campanha eleitoral em Fortaleza, capital do Ceará, foi desenvolvido pelo professor e pesquisador Paulo Eduardo Silva Lins Cajazeira, coordenador do Centro de Estudos e Pesquisa em Jornalismo (CEPEJor) da UFCA, e os estudantes de Jornalismo da universidade, Lucas Gonçalves dos Santos e Walisson Angélico de Araújo, ambos membros do CEPEJor e bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq), vinculado à Pró-Reitoria Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (PRPI).

No livro os eleitores poderão observar dados com o intuito de conseguirem avaliar, de maneira reflexiva, os discursos feitos pelos candidatos às prefeituras. A participação do CEPEJor correspondeu à análise do Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) da candidatura à Prefeitura de Fortaleza em 2016 com base nos três candidatos mais bem posicionados Luizianne Lins (PT), Capitão Wagner (PR) e o então prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (PDT). Foram reunidos dados de outras capitais, oferecendo aos cidadãos uma pesquisa comparativa realizada com profundidade.

Na UFCA, a elaboração do estudo foi realizada durante quatro meses. “Procuramos analisar as intenções e os perfis dos candidatos, observamos as publicações e campanhas nas diversas plataformas midiáticas, os temas de maior interesse público e os que obtiveram pouco apelo popular, a receptividade da população e analisamos a realidade social em que estavam inseridos”, explica o estudante Walisson Araújo.

Para o estudante Lucas Gonçalves, o estudo mostrou como “podemos ver por meio da pesquisa a diferença do olhar do pesquisador para o olhar dos eleitores sobres os candidatos e a recepção como se dá de forma diferente por cada um. Enquanto o pesquisador busca um olhar mais analítico e abrangente sobre cada candidato, o eleitor vê o candidato de acordo com a realidade dele, qual apresenta melhores proposta que resolvam os problemas enfrentados por cada um”.

O resultado da pesquisa pode ser consultado no livro “Eleições 2016, análise do HGPE nas capitais brasileiras” pelo link: http://www.comunicacaoeleitoral.ufpr.br/wp-content/uploads/2015/05/ELEICÕES-2016.pdf

CEPEJor

O grupo de pesquisa Centro de Estudos de Pesquisa em Jornalismo (CEPEJor), em ação desde de 2011, sob a coordenação do professor Paulo Eduardo Silva Lins Cajazeira, é credenciado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e formado por cinco estudantes de iniciação científica: Jainara Sabino e Alan Clyverton, pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP); Walisson Angélico de Araújo e Lucas Gonçalves dos Santos, pelo CNPq; Andréia dos Santos, pela Pró-reitoria de Ensino (PROEN); além do servidor Isaac Brito, técnico de laboratório da UFCA. O grupo atua nas áreas de Telejornalismo e Audiovisual e mídias digitais na convergência de informações para mídias móveis.

Os estudantes entram no grupo por meio da afinidade com as linhas de pesquisa ou pelo interesse em trabalhar com o desenvolvimento de pesquisas científicas dentro da área do Jornalismo. O professor Paulo Cajazeira ressalta a importância de fomentar a criação de projetos voltados à produção de pesquisas. “Grupos de pesquisa como esses são importantes para que os estudantes possam ter possibilidade de aprofundamento em temas vistos em sala de aula e abrir o leque de opções para outros focos de estudo, que talvez só ocorreriam de forma mais intensa em programas de pós-graduação, mestrado e doutorado”, disse.

O CEPEJor, ao longo de sete anos de produção, desenvolveu seis pesquisas científicas, dentre elas “O ensino do telejornalismo na Era Digital no Brasil: tendências e perspectivas das eleições” (FUNCAP), “Websérie documental: o (web) jornalismo e as ferramentas digitais na construção da narrativa audiovisual interativa na internet” (CNPq) e “A audiência convergida do telejornal nas Redes Sociais Digitais” (CAPES). Além disso, foram 20 artigos publicados em periódicos, 18 participações em capítulos de livros publicados nacionalmente e de circulação na Espanha e em Portugal, mais 28 artigos completos apresentados em anais de congressos e seis produções técnicas em sites e manuais internos.

Experiência em rádio e TV

Este ano, o grupo passará a contar com a colaboração dos professores da UFCA Diógenes D'Arce Cardoso de Luna e Ivan Satuf Rezende e da professora Cleide Luciane Antoniutti, pesquisadores nas áreas de Jornalismo e novas tecnologias, convergência midiática, cibercultura, ensino de jornalismo, Televisão, Política e o sistema de Big Data (termo que descreve o imenso volume de dados – estruturados e não estruturados - que pode ser usado para a obtenção de insights que levam a melhores decisões e direções estratégicas).

Em breve o grupo pretende lançar também o “Manual de audiodescrição e legendamento para produtos eletrônicos”, uma WebTv do curso de Jornalismo e um aplicativo que pretende reunir informações sobre o curso de Jornalismo da UFCA, seus grupos de pesquisas, projetos, artigos, área de atuação, bem como os resultados das pesquisas obtidas através dos estudos realizados pelo CEPEJor. “O aplicativo servirá como uma espécie de biblioteca eletrônica para guardar e disponibilizar as informações e os dados conseguidos pelas produções dos grupos para que estudantes, professores e universidades possam ter acesso, na tentativa de suprir a carência da falta de informações que são muitas vezes perdidas ou sequer disponibilizados ao público”, explica a bolsista Jainara.

Entre as ações do grupo, está também a realização de palestras sobre as temáticas estudadas. No dia 24 de maio o CEPEJor receberá a visita do professor Thiago Pedro Malkowski da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que apresentará a dissertação de mestrado “Inovação Tecnológica nos Telejornais: da academia ao mercado”.

Projetos de pesquisa na UFCA

A Universidade Federal do Cariri (UFCA) é construída sobre os pilares de Ensino, Pesquisa e Inovação, Extensão e Cultura. É a partir dessas bases que a instituição contribui para o desenvolvimento da região com a produção de conhecimento. Na UFCA, o órgão responsável por selecionar projetos de pesquisa por meio de editais é a Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PRPI). As bolsas estão distribuídas nos seguintes programas: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) e pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio (PIBIC-EM).

Todos esses incentivos à iniciação científica visam contribuir para a participação, de forma criativa e empreendedora, dos estudantes em atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. As bolsas possuem duração média de 12 meses e financiamento de R$ 400 para estudantes pesquisadores cadastrados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e pela própria UFCA.

Para os estudantes favorecidos pelo PIBIC-EM, que trabalha no desenvolvimento de programas de educação científica nas escolas de nível médio, seja de ensino público, escolas militares, escolas técnicas ou privadas, o financiamento é de R$ 100, com carga horária de 8 horas/semanais.

“Os estudantes geralmente se interessam pela iniciação científica por fazerem uma atividade de pesquisa, com toda a atmosfera que essa área envolve de fazer ciência. O programa já é consolidado, sempre tem bastante procura, tanto de professores quanto de discentes”, afirma Vicente Helano Batista Sobrinho, coordenador de Pesquisa da PRPI.


 

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